quarta-feira, 14 de maio de 2014

PORTA ABERTA

 PORTA ABERTA

À noite quando me deito.
O céu ouve-me.
Ouve-me, o quanto sinto-me perdida.
Perdida sem uma causa.
As tempestades de inverno vieram.
E escureceram o meu sol.
O meu chão, perco a minha respiração.
Os meus pensamentos procuram uma porta aberta.
Aberta para levarem-me para longe.
Longe, longe desta batalha que é viver.
Onde eu possa ser forte.
Como a chuva que cai no telhado.
Trazendo a esperança.
Deixo-a cair sobre mim.
Para que ela leve consigo todas as dores.
Sofridas, vividas, amadas
Não tenho medo, nem das chuvas tempestivas.
Nem da solidão, que ronda a minha alma.
Talvez o meu coração.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca