sábado, 14 de junho de 2014

"MARGENS"

 "MARGENS"

Navego pelas margens
Pelas margens da memória
Sinto-me perdida
Por favor, não me deixem só...sozinha
Nos momentos de solidão
Onde rasgo as águas do tempo
Como as gaivotas...no horizonte
Carregando toda a tristeza deste mundo
O silêncio faz-se tão doce
Que o mar solta-se nos nossos olhos
Adormecendo a dor do coração
As estrelas despertam a solidão
Amor abraça-me
Abraça-me para sentir a emoção
Neste mar de águas profundas
Como um barco à deriva
Cheio de saudade que maltrata
Maltrata esta dor agarrada ao corpo
Que veste de negro esta ingrata alma
Poesia triste, feita em poemas
Na multidão, desta minha triste solidão.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca