quinta-feira, 18 de setembro de 2014

REINVENTO-ME NO LIVRO DA VIDA


REINVENTO-ME NO LIVRO DA VIDA

Reinvento-me no livro da vida em cada palavra
Que escrevo, que leio, com amor, com dor
Devagarinho, escrevo minha vida em cada palavra solta
Escrita, dita em voz alta ao vento no tempo
Quero acreditar que ainda posso voar...
na tempestade forte da vida
Eu sei que quase tudo que escrevo é para ti...
Meu amor, meu amigo.
Julgamos que a vida nos pertence que já é um dado
Mais que adquirido.
Mas a vida não nos pertence e tem os seus dias cinzentos
Quando não são escuros.
És o meu sol e sempre foste tu…
O único que iluminas a minha vida...
Na escuridão das noites frias.
Às vezes reclamas a minha falta de atenção para contigo,
Afinal sempre gostaste do que eu escrevo.
Uma depressão tirou-me a luz e fez a minha vida
Naufragar no mais fundo deste mar de angústia...
Que não me deixa chegar ao porto para ancorar este barco...
Que é o meu corpo doente encalhado em alto mar...
A minha vida tomou um rumo triste, cinzento, negro.
As cores foram desaparecendo nos dias em que a dor muitas vezes não me larga.
Sofro muitos revês, muitas noites de insônias...
Muitas manhãs em que a única...
Vontade é voltar a fechar os olhos e esquecer que existo.
São dias muito complicados....
com muitas lágrimas....muitas desilusões
Muitas dores....
Emocionais que quase me fazem desistir de tudo...
Mas tu estás sempre presente,
Acreditas que o amanhã me trará uma aurora mais bonita…
Talvez mais serena com um pouco de paz.
Sempre acreditas-te na minha força em recuperar...
E em ter de volta a minha vida...
Não deixas-me desistir de lutar, obrigas-me a dar
Mais um passo em frente.
Confesso que este ano tem sido doloroso estou tão cansada
De toda esta minha tormenta...
Quero recomeçar ou melhor recuperar minha vida ……
E deixar para trás todos estes meses de dor
Obrigado meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca