terça-feira, 21 de outubro de 2014

“DESTE-ME”

“DESTE-ME”

Deste-me cada nascer do sol
Deste-me os teus lábios de sal
O sal de uma lágrima das ondas do mar
De um barco que não sabe naufragar
Sentei-me nos braços da noite
Como os ventos na madrugada
Os murmúrios do silêncio, da voz desta esperança
Rezo e peço ainda que calada eu encontre-me
Embalo a dor e rasgo a estrada fria
Apago a luz do sol que me cega
Apago os vestígios das minhas lágrimas
Peço, rogo, imploro e prometo para
Que os meus olhos saíam da escuridão
De mais uma tempestade de pensamentos
Neste grito do vento e da chuva
Perco-me de mim no tempo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca