quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"REGAÇO MEU"

"REGAÇO MEU"

Meu corpo é um poema sem palavras
A minha alma escuta o meu silêncio
As lágrimas inundam o meu regaço.
Rezo o rosário da dor da minha alma
Onde silenciosa sepultei os meus poemas
Gosto quando me olhas com os teus sentidos
Tocas-me com os teus pensamentos
E beijas-me com o teu silêncio
Tango de uma alma traída quando a afastam
Um mergulho no tempo
Feito num momento de um lamento
Um sofrimento num cansaço
Pranto de um desejo, de um abraço
O grito silencioso de uma lágrima reprimida
De uma dor aprisionada
Onde a poesia é a minha companheira
Das madrugadas mal dormidas
A solidão sempre foi meu caminho
Onde sigo a rota do vento
E atravesso a tempestade
Agora enxugo minhas lágrimas cheias de saudades.
De tristeza entregue a uma dor intensa
Onde só queria uma pausa para poder colher a lua.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca