sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O DUELO

O DUELO

Sou...
Apenas eu que carrego
A cruz do meu calvário
Neste espinho ferrugento
Que corrói-me o corpo
Madeira no fogo arder
Chagas da minha carne
Que arde-me nos olhos
E seca são as lágrimas
Na loucura me causam
Faz com a minha carne
Uma palavra de amor e
Que o vento leva a poeira
Com a precisão da mágoa
Aberta sem a dor sentida
Deste duelo da minha vida.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca