segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O CORPO

O CORPO

Repousa para sempre
Na terra do mundo
Da lama amarga
O meu corpo cansado
Eterno esquecimento
Já morto me sinto
De enganos puros
No desejo já extinto
Aquieta-me o fado
Da infinita vaidade
Paga-se em morte
Frívolo e indiscreto
Folhas que sussurram
Da natureza muda
Nem de um suspiro
Aquele infindo silêncio
No eterno me perco
Já morto descanso
Sem piedade ou engano.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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