domingo, 26 de março de 2017

FANTASMA

 
FANTASMA

Sou uma pobre alma perdida
Que vive cercada de fantasmas
Sem sentimento, alma ou visão
Perturbam o meu pobre corpo

Quase desossam a minha carne
Espectro solto do meu declínio
De um fado incompleto, incerto
Sinto-me só, uma flor no deserto


Onde a minha alma vai padecendo
Sem água, sem sol, sem brilho
Cercadas de sombras boas, mas
Durmo sem dormir, sem despertar

Forjo tentando tirar esta dor no peito
E sarar todas as feridas flageladas
Tentando fugir de todos os fantasmas
Que me perseguem incansavelmente.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca