domingo, 30 de julho de 2017

DANÇA


DANÇA

A dança dos dragões
Nas catacumbas da memória
Soltas das mentes doentes
Que cativam já a morte
Dos pobres inocentes
Gritam de dor, de desespero
Os gritos que ninguém ouve
Ou não querem ouvir
É a guerra do espetro enraivecido
Que a matilha quer o trono
Espectro da noite, sombra de si mesmo
Que velais as almas nas tempestades
Enchendo de agonia os céus
No sono profundo dos inocentes
Na dança dos dragões vestidos de lobos
Entre as catacumbas soterradas em pensamento.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

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